sábado, 1 de dezembro de 2012




Dia 31/10/2012
Minha filha mais velha chegou toda agitada falando que precisávamos conversar...
Em seguida soltou a "bomba": - A Keel está grávida!
A princípio fiquei sem ação, nenhum pensamento me ocorreu e eu continuei a lavar louça, fazendo de conta, pra eu mesma, que nada tinha acontecido, que nada estava sendo mudado no destino de minha filha e consequentemente nas nossas vidas. Depois encarei a realidade e confesso que fiquei até feliz, apesar da situação tensa do momento. 
Uma criança é mesmo uma dádiva! 
Nestas horas a gente viaja no tempo e relembra situações semelhantes em tempos diferentes...
Quem não se coloca no lugar do outro?  Ainda bem que os “tempos” são outros.
Perguntar como foi? Que aconteceu? Você não estava tomando a pílula? E a camisinha? Todas as perguntas irrelevantes. Tá feito! Vamos encarar a realidade sem tragédias afinal um bebê é sempre uma bênção.
Keel tem 21 anos, esta namorando há tão pouco tempo... nem bem 2 meses. A pílula e a do dia seguinte foram anuladas em seu efeito pela medicação que ela estava tomando após a extração do último siso. Coincidência?
Tudo isso me fez lembrar uma frase que meu velho amigo filósofo Hanns dizia:
- Minha amiguinha, as decisões mais importantes de nossa vida não somos nós quem tomamos.Existe uma força maior, que alguns chamam de destino, que toma as maiores decisões de nossa vida.”

Ela tinha tantos planos, tantas direções a seguir sem se definir por nenhuma e então a força do destino o fez por ela. Logicamente que sempre temos uma opção de aceitar de forma positiva, ou de rejeitar certos desígnios da vida e arcar com as consequências de nossas opções. Fiquei orgulhosa em   perceber que ela nem questionou abortar mostrando que tem princípios bem fundamentados do que considera certo e errado.
Ela não está só, tem o namorado, a família e os amigos a apoiarem sua decisão.
O que vai acontecer? Não sabemos. Vamos escrever nosso futuro dia a dia e ir resolvendo uma questão de cada vez à medida que for chegando.
O que nos resta no momento é alegrar o coração e preparar o ninho para esta nova vida que enche de perspectivas nosso “hoje”.